terça-feira, 20 de julho de 2004

Illusions

Ai, ai... Que showzinho de bosta! Sinceramente, pior só se o Radiohead vier ao Brasil. Diferentemente de Meu Fã, eu e minha trupe, composta de meu irmão, Aline, Arrigoni, Diego e Cléber pulamos muito. Entramos gente, saímos farrapos de lá. Encontramos várias pessoas do colégio ( Camilla, Peteleco, Jong, Leandro, pessoal do terceiro ano ). Quem ainda não viu o show do Ventura pode até imaginar que seja bom, mas não viu o cenário do show. Muito bonito mesmo. Aliás, teve outra coisa muito bonita: quando a música começou, tava tudo tão bom que eu lembro de ter pensado com meus botões enquanto pulava e cantava: " Não dava para ficar melhor isso aqui..." e foi exatamente quando senti confetes caindo sobre nossas cabeças! Putz, me arrependi muito de não ter levado! Espero que alguém consiga imaginar quão mágico e poético foi esse momento. A música excelente, alta, os tremiliques do Amarante, amigos pulando comigo... e confetes que davam um clima ingênuo à toda aquela diversão. Depois, não obstante o carro estar fazendo uns barulhos estranhíssimos e tremendo p´ra caralho, ainda levamos Dona Aline a uma festa ali pelos arredores ( e lá tomamos refrigerante, que a sede estava nos corroendo ). Enfim... foi uma noite ímpar.

Aqui segue uma lista de frases e pensamentos que julgo interessantes:



" Recuso-me a entrar para um clube que me aceite como sócio." (Groucho Marx)



" Não tenho vergonha de mudar de idéia pois não tenho vergonha de pensar." (Pascal)



" Diga a verdade e saia correndo." (dito Iugoslavo)



" Eu era muito jovem para ter um carro, então transava com as moças no banco de trás de minha bicicleta." (Woody Allen)



" Não despreze a masturbação - é fazer sexo com a pessoa que você mais ama." (Woody Allen)



" Se você ama alguém, deixe-o em liberdade. Se a pessoa voltar, ela é sua, se não voltar, nunca o foi." (Richard Bach)



" A certeza conforta, mas a dúvida é sábia. Eu prefiro o conforto. Eu acho." (Eu)



quarta-feira, 14 de julho de 2004

My fair lady

Este é meu primeiro post escrito num teclado sem fio. Ou seja, estou escrevendo de casa no meu novo computador, que ganhei de aniversário da minha vó e de meus tios. É estranho receber presente... Lógico que não é ruim, mas às vezes tenho a impressão de que nunca consigo agradecer suficientemente bem nem fazer com que me percebam suficientemente feliz, não com o que ganhei, mas pelo simples fato de alguém ter-se importado de me fazer um agrado. De fato, gostaria mesmo é de poder retribuir na mesma moeda mas não é possível na maioria das vezes. Ainda não tive oportunidade de agradecer a alguns de meus tios pessoalmente. Na verdade só me atrevi a fazê-lo a minha vó. Mas desse mato não sai cachorro... passemos a outras plagas.

Estava eu outro dia matando o tempo, já que ele um dia há de me matar também, quando Seu Morim escreve-me por ICQ:"Jesus, me explica uma coisa?". Juro que pude pressentir, na pureza e sinceridade destas palavras que o motivo era nobre. " Por quê as mulheres preferem caras difíceis e não querem saber dos que são atenciosos e tal? " (A pergunta não teve nada a ver com essa mas quiz dizer isso)

Eu já estava mesmo querendo escrever sobre isso só que ampliando um pouco mais a pergunta: Por quê as mulheres preferem caras que não são gentis e delicados, sensíveis, que sempre estão dispostos a ceder e fazer a vontade delas na medida do possível? Estranhamente, elas preferem aqueles mais machões, que falam grosso e brigam, não se preocupam muito com o que elas pensam etc. Não me sinto inspirado para expor o problema de maneira clara, como sói tão misterioso assunto, mas como ele é notório, creio que não há prejuízo à compreensão dos que lêem. Mas recomendo que leiam o último (não o mais recente, mas o que está por último na página) post do site da Revista Garagem (www.revistagaragem.blogger.com.br) para ver o assunto tratado pela visão de uma garota. Por exemplo: já notaram que bandido sempre faz sucesso com a mulherada? Outro dia mesmo morreu um traficante e tinham seis caboclas chorando-lhe a ausência no enterro. Saiu no jornal.

Andei conversando com meu oráculo e ele me disse que a causa disso remonta aos nossos antepassados. Nos seus primórdios, o homem caçava e lutava por espaço e pela fêmea. Era essa sua tarefa de modo que só prosperaram aqueles seres com inclinações mais viris, ou alguém imagina um homem das cavernas discutindo a relação com sua esposa, enquanto a carrega pelos cabelos? ( Exageros à parte ) Desta forma, as mulheres adquiriram ao longo dos séculos uma tendência à procura de seu macho, que a proteja do mundo. E nesses tempos de feminismo, parece-nos extremamente estranho e contraditório essa postura. Pareceu-me fazer muito sentido esta tese.

No entanto, creio que já deu tempo de perceber quão ultrapassado esse conceito é e que seria razoável revê-lo, para o bem do próprio sexo feminino. Enfim, eu não beijo mais pé de mulher alguma mas há os que ainda o fazem e gostaríamos todos de entender melhor o pensamento feminino. Pois então, peço encarecidamente a você mulher que comente este post explicando se você se enquadra nesse perfil e por quê. Ajudem-nos nesse que é o maior enigma do planeta: a mulher.



Pós-post: Muito obrigado ao pessoal que comentou. Talvez o comentário que melhor se adapte ao meu ponto de vista seja o do Bernard. Gosto muito desse muleque e também espero ser seu amigo.Gostaria de esclarecer, mediante alguns relatos de que este blog está meio triste e depressivo, que isso não é reflexo de meus sentimentos atuais, mas sim de um processo natural de amadurecimento e autoconhecimento. Para deixá-lo definitivamente alegre, no entanto, revelo que deixo o teclado agora para ir ao show do Reverse (banda do primo do João, e boa p'ra caralho) e que sexta é dia de Los Hermanos (sem comentários).

quarta-feira, 7 de julho de 2004

Real Love


Eu "fantasiado"
Posted by Felipe





Como havia prometido, aqui vai minha opinião sobre o ocorrido sexta, não sem antes explicar o que realmente aconteceu, pois os jornais não apresenteram versões satisfatórias.

O marcelo Camelo, em entrevista à Revista Oi, disse que fazer comercial de refrigerante era um desdobramento da indústria e que eles rejeitavam esse negócio de vender atitude. Notem que ele não mencionou o nome de ninguém, porém na reportagem o jornalista lembrou que o Charlie Brown Jr. e O Jota Quest fizeram propaganda para a Coca-Cola e Fanta, respectivamente.

Então acontceu o que todos já sabem: O Chorão agrediu o Camelo que não revidou ( o Amarante chegou a revidar tomando as dores do amigo ). Não sei o que diabos passa na cabeça desse cidadão para agredir um cara com o porte físico do Camelo, um cara doce e calmo p'ra caralho. Mas o que me deixa puto nesta história é que o trglodita sempre deu uma de porta-voz da juventude, não perde uma chance para fazer demagogia. E os jovens o escutam! Porra, será que não dá p'ra perceber quando um cara é ou não exemplo para agente? Outro que me deixa puto é o D2. Cheio do papo político... Será que ele faz idéia da influência que tem sobre os seus fãs? Quantos jovens já não entraram nesssa de fumar maconha por sua influência? E quais são as conseqüências disso? Eles com certeza não fazem idéia da dimensão de suas palavras e atos... Como disse o Bruno Medina em seu blog ( www.instanteanterior.blogger.com.br ) , numa sutil referência ao fato, eu tenho pena. Não vou me prolongar mais, só vou deixar um outro fato de que lembrei: no Vibezone esse ano saiu briga no show dos Detonautas. Aí o vocalista interrompeu o show seguidas vezes para desferir alguns palavrões, pedindo que parassem com a selvageria. Achei um tanto irônico um sugeito com um aspecto tão agressivo como ele, falando de forma ainda mais agressiva pedindo paz para o Rio...

Agradeço os comentários de todos e em especial o do Morim e o da Camilla. Gostei do texto e a bem da verdade, digo que eu tenho a tal ânsia do infinito. Só que meu infinto, eu o buscava numa música bonita, nas sinfonias, num filme bonito, num sorriso de um amigo, num beijo na pessoa amada... Ou seja, eu o procurava onde o jovem normalmente não vê lá grandes coisas. Ou pelo menos não vê como eu vejo, porque se vissem, conseguiriam tocar o infinito... conseguiriam apertá-lo com as mãos e vê-lo escorrer entre os dedos pois nessas coisas residem um amor tão terno, tão pleno que o errar, o experimentar, simplesmente não fariam sentido. Como li num livro do Lima Barreto, pensar cava abismos entre os homens. Eu sou muito reflexivo e logo diferente, estranho, esquisito. Mas esse meu jeito me faz muito só, a ponto de perder namorada e deixar de fazer amizades. Por isso decidi mudar. Acho que sou responsável o suficiente para saber os limites do que posso fazer, e dentro deles o que quero agora é aproveitar ao máximo a vida dessa nova maneira.

Com esse pensamento que fui comemorar o níver do Vitor numa chopperia com o pessoal da velha guarda. Descobri que chopp escuro não é ruim ( e descartei a Smirnoff de vez para um futuro possível porre ) e me diverti à beça. Quer saber? Muito bom amigos falando merda em volta da mesa!

Ah! Tirei meu primeiro dez na faculdade. Física. Talvez tire em Física Experimental também... Estava com saudades disso...

sábado, 3 de julho de 2004

Me an alcoholic relation

Pré-post: sabe quando você espreme uma espinha e ela espirra no espelho? Então... Este post não tem nada a ver com isso.



Me an alcoholic relation



Pois muito bem; aproximo-me dos vinte. Lembro-me constantemente de uma passagem em Memórias Póstumas de Brás Cubas em que o autor defunto, ou defunto autor, vê o tempo passar da seguinte maneira: a vida é um saco de moedas e Deus está constantemente tirando- -as do saco: " Uma de menos...". Detesto fazer aniversário. O fato de o dia me proporcionar visitas, contatos com parentes e amigos, bolo, festa e presentes não compensa perder um ano, um ano que não volta mais. Muito triste abandonar inexoravelmente uma pequena era como uma idade, e pior ainda abandonar uma grande era, talvez a melhor delas, a adolescência. Mas já fui mais nostálgico. Percebo hoje que a contemplação do passado, idealizado à medida que o tempo lhe apaga as mazelas, impede ou ao menos empaca a vivência do presente e dificulta a formação de nossos sonhos, pois parece impossível algo vir a ser tão bom como o que já passou. Assim, o passado rouba-nos também o futuro. Então, trato de não pensar no que já foi e de aproveitar o presente e fazer novos planos, pois ainda está muito cedo para viver de memórias.

Junto com esses pensamentos, ocorre-me também o quanto eu estava enquadrado em padrões nos últimos tempos. Eu que sempre fui meio porra-louca virei santo. Acontece que existem coisas que não entendia, e existem outras que ainda não entendo. Mas o fato é que estava tão pleno, tão completo que não enxergava que a vida não é perfeita assim para todo mundo ao mesmo tempo. Isto se refletia em uma aparente tranqüilidade budista e em uma revolta, ou consternação talvez seja a melhor palavra, quanto a bebidas, tabaco e drogas. Eu perguntava-me por que as pessoas faziam uso dessas substâncias se elas faziam mal. Na verdade, em relação à bebida, perguntava-me por que diabos algumas pessoas projetavam suas felicidades no álcool, mediam-na em copos. Ora, se as coisas andam difíceis, quem diabos há de se preocupar com a posteridade? Engraçado pois eu mesmo me acho algo depressivo. Se alguma coisa dá errado, meu primeiro impulso não é gritar, brigar etc. Minha primeira reação é recolher-me ao meu canto e refletir.

Aqui entra uma pequena curiosidade: por isso não botei o nome desse blog de felipcity. Foi o primeiro nome que me veio à cabeça e me pareceu bom pois dava a idéia de uma cidade minha, ou um lugar meu, e associava meu nome à felicidade. Mas sentir-me-ia um tolo todas as vezes que postasse ou entrasse aqui e estivesse triste.

Hoje consigo entender perfeitamente as pessoas que se enquadram no perfil citado. Outro dia, estava com um amigo e sugeri-lhe que abordássemos duas garotas. Ele virou para mim e disse: " As coisas não são assim não... Eu sou tímido". Ora! Essa fala é minha! Eu a inventei! Timidez, teu nome é Felipe! E vejam só, entornando alguns copos, facilmente se torna mais social, menos tímido e faz coisas que não teria coragem de fazer sóbrio. E isto é só um exemplo; há diversos motivos que levam alguém a trilhar caminhos tortuosos.

Então revi uma posição que havia tomado. Sempre quiz saber como é estar ébrio mas havia ponderado e chegado à conclusão que não valia a pena, que era muita imbecilidade beber demais e depois passar mal. Hoje não tenho esta certeza. Sinto-me inclinado a experimentar tal sensação algum dia que houver o ensejo. O foda vai ser gastar uma grana com Smirnof, já que não gosto de cerveja...

Mudando o assunto, hoje é aniversário do Vitor Pantoja, um velho amigo meu que faz vinte anos. Esse moleque é o cara que, dentre os que conheço, é o que tem a maior inteligência cinestésica. Ele joga futebol p'ra caralho. Mas muito mesmo. Na verdade ele joga tudo bem. É impressionante. As únicas modalidades em que ganho dele são basquete, tênis de mesa ( embora ele discorde ) e alterofilismo, naturalmente. Meus parabéns!!! Gosto muito de você e nunca vou esquecer os momentos que passamos juntos no colégio.



Pós-post: Não deixem de comentar porque caso contrário, não há diálogo aqui. Pois diálogo, como a própria palavra diz, envolve duas pessoas. Que haja retorno. O título do post foi tirado da música Hospital Bed do novo cd do Ben Kweller: On my way. Recomendado para os bons ouvidos.