terça-feira, 26 de outubro de 2004

The old in-and-out

Quando tinha meus oito anos (ai que saudades deles), morava em um prédio onde havia várias crianças mais ou menos da mesma idade. Uma delas era Marina. Quando ainda não tinha feito amizades no edifício, às vezes esbarrava com um grupo de garotas, e dentre elas estava Marina. Ela me chamou a atenção e tomei para mim que gostava dela. Passou o tempo e um dia estava no play quando o grupo de meninas me chamou para brincar. Logo fiz amizade com elas. Muitas vezes faço amizades com meninas mais facilmente...

Mais um punhado de dias e surgiram risinhos e gracejos por parte das amigas que Marina gostava de mim. Fiquei muito contente na época, mas morria de vergonha de que soubessem que também gostava da Marina. Por essa época já falava com todos do prédio, inclusive com os meninos. Não demorou muito, a notícia de que Marina gostava de mim se espalhou e meus amigos começaram a me pressionar para que eu a namorasse. Meses depois, como se estivesse muito difícil persuadir meus companheiros de pelada de que não gostava da Marina, pois ela era muito jeitosinha, tive uma brilhante idéia para afastar o perigo de que me desvendassem o segredo. Foi quando disse para os rapazes que não gostava de mulher. Lembro que os mais velhos riram muito e que até ensaiaram, mas não me enxovalharam como seria de se esperar. De imediato haviam concluído que eu gostava de homens. Aí já era mentira demais! Disse que não gostava de homem nem de mulher e ficou por isso mesmo. De modo que quando o papo descambava para meninas, sempre tinha desculpa para não me posicionar, desviando assim de minha timidez.

Lembrei disso por esses dias pelo acontecido na faculdade. O papo era sobre as garotas que passavam, ou sobre uma garota em especial que passava, não me recordo... Alguém disse que comia, eu me manifestei também. Não me lembro como, dessa prosa fez-se menção à Scheila Carvalho. Acho que um de meus amigos disse que ela era a que “morria” mais fácil. Aí surgiu a questão. Eu não como a Scheila Carvalho. Mediante o espanto do meu amigo, perguntei a todos os homens lá da sala e todos não só comiam como lambiam os dedos. Muito estranho... A tal rapariga têm umas pernas que na minha opinião se assemelham muito às do Roberto Carlos. Fora a cara de quenga e a barriga tanquinho que para mim é coisa de homem... Outra vez sou o excêntrico, só que desta vez digo a verdade.

Mas de tanto persistir encontrei alguém da minha extirpe. Pus a questão para o meu irmão. Ele respondeu que não sabia, displicentemente. Retruquei que não era tão difícil assim responder. Coisa simples: come ou não come? Resposta de meu querido irmão: “ Ah, cara sei lá, porra! Depende: ela é legal?”

quarta-feira, 20 de outubro de 2004


Minha gangue da faculdade no quarto da música (e viva o alternativismo carioca!)

Mensagem subliminar

Você acredita no nome dessa loja?

Dentro de uma mina artesanal construída por escravos

Thiago, Japa e eu

Saudades de Ouro Preto
Posted by Felipe

sábado, 2 de outubro de 2004

Patati Patatá

Bati o recorde de tempo sem postar. Logicamente que há um bom motivo para isso. Vocês querem saber? Não? Então tá... não conto...



Patati Patatá


Vez por outra eu me recolho e reflito. Fazia um tempo evitava fazê-lo, mas esse fim de semana resolvi retomar meu velho hábito. Sinto-me desconfortável... Às vezes finjo que não sei o motivo, mas não demora muito e o vazio logra me encucar de novo. Feliz daquele que se molda ao ambiente. Eu sou inflexível e burro na minha perseverança. Há de sair dessa teimosia algum proveito, seja lição ou logro, tanto faz... mas que venha rápido. Falo como se fosse outro que não eu o responsável. Isso aqui não deve interessar a ninguém...

Saiu de minhas caraminholas, por essas “pensanças” que me acometeram, um postulado: Existem dois tipos de mulheres no mundo; as que não entendemos e as que não tentamos entender.

Grandes bosta isso... Se fosse eu uma mulher, diriam que estou mal-comida. Falta de pica... Mas nem é. Pica é coisa fácil de encontrar. O ruim é quando o problema está em nós mesmos.



Deixando isso de lado, não posso deixar de mencionar aqui o show do Cachorro Grande no Ballroom fim de semana passado. Que noite mais cretina de boa!!! Os caras são muito loucos, quebram tudo! O Lobão gritando pantomimas e patuscadas do nosso lado... cover de Helter Skelter afff... Vejam um show dos caras e me digam quão alucinado é o baterista (Gabriel Azambuja).